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Tipos de Bicicletas Existentes (BTT)

Que tipos de bikes existem e para que servem?
Quando nos decidimos em adquirir uma bicicleta de todo o terreno e chegamos a uma loja onde vê-mos várias bikes de estilos diferentes convém que tenhamos alguma informação sobre para que servem e quais correspondem à prática desportiva que pretendemos realizar.
Recuando alguns anos, a modalidade desportiva mountain bike (MTB ou BTT) nasceu na Califórnia no meio da década de 1950 através de brincadeiras de alguns ciclistas e de alguns surfistas que procuraram desafios bem diferentes das competições de estrada tradicionais e actividades para dias sem ondas, transformando então bicicletas de estrada em bicicletas de BTT (guiadores rectos, pneus mais grossos, etc.).
Mas como nada é eterno antes havia o BTT, hoje há o XC, o MX, o AM, o FR, o DH, o 4X e não se fica por aqui. Para que se faça luz sobre o assunto e fiques a saber o que é o quê, e para que serve a bike A ou B, mergulha na evolução da espécie:

Cross-country ou XC:
Definição: modalidade de competição onde o baixo peso da bike é o mais importante. As bikes de XC podem ser utilizadas também em lazer, mas são menos confortáveis. Existem muitas, baratas, mas pesadas;

Trip Trail/Maratona ou MX:
Definição: bicicletas para provas mais longas (desde 60 a mais de 100 km) em que já é benéfico ter uma bike de suspensão total com cursos entre os 90 a 120 mm atrás. No entanto, há construtores que catalogam rígidas como bikes de maratona devido à posição de condução;

Enduro:
Definição: passeios ou pequenas expedições onde os trilhos são bastante acidentados e já é necessário algum conforto e segurança extra, que vamos conseguir com maiores cursos e componentes mais confortáveis e resistentes. As suas Características principais são cursos entre os 120 e os 150 mm; componentes mais resistentes, posição de condução mais descontraída, pesos na ordem dos 13 a 16 kg, consoante o preço da bike;


All Mountain / Freeride Light ou AM:

Definição: para trilhos difíceis, técnicos e irregulares com descidas, alguns saltos e pequenos drops mas em que é preciso pedalar e até subir sem grandes sofrimentos. A partir desta categoria, as bikes já começam a descer melhor do que subir! Geometria para descer, cursos generosos, materiais resistentes mas leves, elevada polivalência;


Freeeride ou FR:

Definição: bikes para descer e curtir uns saltos e drops com segurança mas com preços acessíveis (ou não) e ainda com alguma capacidade para pedalar. Cursos entre 170 e 200 mm, suspensões de coroa simples ou dupla, duplo prato pedaleiro e um peso abaixo dos 20 kg;

Downhill ou DH:
Definição: para pistas de DH onde o objectivo único é descer. As suas características principais são cursos entre os 200 e os 240 mm, pesos entre os 17 e os 21 kg;


Freeride extreme ou FXR;

Definição: drops gigantes, grandes saltos… “Bender style”, e não só. Estas bikes são muito reforçadas no quadro e utilizam componentes à prova de bala. Os cursos podem chegar aos 270 mm atrás e 300 mm à frente, com a Marzocchi Super Monster.

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